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Dra. Ana Elisa
Ataíde
Alergia & Imunologia
Pediatria & Nutrição

Introdução Alimentar e Alergias: Dicas essenciais para mães e pais

Evidências científicas recentes explicam por que atrasar alimentos potencialmente alergênicos pode não ser a melhor conduta.

Dra. Ana Elisa Ataíde Dra. Ana Elisa Ataíde — CRM-PA 12.845
•12 Mai 2025•6 min de leitura
Introdução Alimentar e Alergias: Dicas essenciais para mães e pais

Durante anos, a recomendação médica era de que bebês com histórico familiar de alergia deveriam ter a introdução de alimentos altamente alergênicos — como amendoim, ovo e peixe — adiada até os 12, 24 ou até 36 meses de vida. Hoje, a ciência demonstra que essa conduta pode estar associada a um risco maior de desenvolvimento de alergia alimentar, não menor.

A virada científica: o estudo LEAP

O estudo LEAP (Learning Early About Peanut Allergy), publicado no New England Journal of Medicine em 2015, mudou de forma definitiva as diretrizes mundiais sobre introdução alimentar. Crianças de alto risco para alergia ao amendoim que foram expostas regularmente ao amendoim entre 4 e 11 meses de vida desenvolveram alergia ao amendoim 81% menos do que o grupo que evitou o alimento.

Desde então, estudos semelhantes reforçaram o princípio da tolerância oral: o sistema imunológico de um bebê aprende com os alimentos que consome cedo. A ausência desse aprendizado é que pode levar à sensibilização.

Os alimentos mais alergênicos (Big 9)

O que dizem as diretrizes atuais (ASBAI, 2024)

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia orienta que, salvo contraindicação específica:

Como identificar uma reação alérgica durante a introdução

Introduza um alimento novo por vez, de manhã, e observe por 2 horas. Sinais que devem ser imediatamente avaliados incluem urticária, vômitos repetidos, inchaço nos lábios ou olhos e chiado no peito. Em caso de reação grave, chame o SAMU (192) imediatamente.

A janela entre os 4 e 12 meses de vida é uma oportunidade única de educação imunológica. Não basta proteger — é preciso apresentar. — Dra. Ana Elisa Ataíde

Quando consultar o alergologista pediátrico

Se seu filho tem eczema persistente, cólicas excessivas, refluxo grave ou reagiu a algum alimento nos primeiros meses de vida — uma consulta especializada antes de iniciar a introdução alimentar pode ser fundamental para um plano individualizado, seguro e baseado em evidências.

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